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Covid-19 x Mercado de Real Estate

O mundo todo está vivenciando uma situação diferente, quase que surreal e que coloca todos, indistintamente, em uma nova realidade. Diante deste cenário, qual poderá ser o comportamento do mercado de Real Estate ao longo dos próximos meses? O que esperar daqui para a frente?

Esses questionamentos, certamente, não têm uma resposta fácil, uma vez que as incertezas pairam sobre os mercados de todas as economias mundiais. Estamos em frente a uma espessa cortina de fumaça que impossibilita enxergarmos com precisão o horizonte. Qualquer prognóstico neste momento está fadado a uma significativa margem de erro.

Uma coisa, no entanto, é certa: o setor não passará imune à retração econômica que irá acometer todos nós, nem mais nem menos. Alguns economistas já vislumbram que o momento atual, dependendo de sua evolução, poderá ser comparado à grande depressão econômica de 1929: quebra de bolsas, profunda retração dos PIBs, impactos nos comércios internacionais, falência de empresas com consequências nas taxas de desemprego e achatamento de salários.

Após esta breve introdução, o nosso gerente comercial e novos negócios, Francesco Martinenghi, colocou a sua opinião acerca do mercado do Real Estate, especificamente nos que diz respeito aos negócios voltados para centros logísticos e de distribuição, ainda que, como já exposto, a cortina de fumaça que temos diante de nossos olhos impossibilite uma visão mais clara.

ARMAZÉNS LOGÍSTICOS E CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO: Supostamente, no curto prazo, a reclusão imposta à sociedade deverá ter reflexos positivos no e-commerce, com crescimento sustentado no médio e solidificação no longo prazo. As famílias tenderão a consumir nos diversos canais digitais de empresas físicas que possuem plataformas online, daquelas que já nasceram genuinamente no ambiente digital e nos variados marketplaces, que, a todo momento, surgem repletos de novidades. O crescimento do e-commerce não é algo do presente e imposto pela situação sanitária atual, mas uma tendência, um “novo” status quo na forma como as pessoas consomem que vem crescendo a passos largos ao longo dos últimos anos. Obviamente, a aceleração do comércio online devido à pandemia precisará ser sustentada não apenas pelo consumo das famílias e empresas, mas, também, por toda cadeia produtiva operando dentro de sua normalidade. Dessa forma, condomínios e armazéns logísticoscentros de distribuição e galpões deverão manter suas operações, sobretudo aqueles voltados para o last mile. Entrega eficiente, distribuição rápida e proximidade do consumidor serão mandatórios para qualquer operação logística.

SELF-STORAGE E AUTOARMAZENAMENTO: Esse tipo de operação é algo ainda incipiente e novo no mercado brasileiro, mas, seguindo os passos dos ativos logísticos de maior porte, também deverá apresentar um crescimento consistente. É uma situação vivida desde seu início em 2014 pela D-ESPAÇO Self Storage em Curitiba (PR), com crescimento contínuo a cada trimestre. A expectativa é que a pequena pessoa jurídica, ainda minoria quando comparada com a pessoa física, possa utilizar-se do sistema de autoarmazenamento para estocar seus produtos e mercadorias e revendê-los, sobretudo, nas plataformas de comércio eletrônico. Além de todos os benefícios que um self storage pode oferecer ao locatário, como contratos mensais, contratação sem grandes burocracias, total segurança e acesso 24h, dentre outros, a facilidade logística é algo fundamental. Sabemos que, devido à situação atual e às dificuldades econômicas que virão, algumas lojas de rua e galerias comerciais e de shoppings centers deverão migrar para o e-commerce. Para estas operações menores, cujo estoque não é tão grande para demandar um galpão logístico, a locação de um ou mais boxes em um self storage pode ser um interessante caminho, tendo em vista todos os benefícios deste tipo de locação e um preço extremamente baixo quando comparado ao de uma operação física. Obviamente, esta pode ser uma solução também para aquela loja física que precise de mais espaço para armazenar seu estoque. Enfim, é um ambiente totalmente democrático, que pode atender a pessoa física ou jurídica, o pequeno ou médio comerciante e o grande distribuidor.

Como disse no início, estamos a cada dia vivenciando um cenário de grandes incertezas e indefinições e no qual mudanças de mercado deverão ocorrer. Ainda não sabemos ao certo em que profundidade, mas, certamente, por um bom tempo, precisaremos nos adaptar a uma “nova normalidade”. Nova normalidade na qual todos os segmentos precisarão se reinventar, quebrar paradigmas, buscar alternativas e criar novos padrões para garantir a continuidade do próprio negócio.

Isso vale para a indústria, para o serviço, para o varejo, seja o pequeno lojista restrito à sua “lojinha” física e que ainda não pensou em vender online ou o grande varejista acostumado a surfar a onda do varejo 4.0, mas que, agora, mais do que nunca, precisa aumentar a fatia de seu faturamento no e-commerce. Vale para o investidor imobiliário que precisa desenvolver produtos bem localizados, estruturados, agregando cada vez mais soluções construtivas inteligentes e tecnológicas.

A economia é cíclica. Nestes ciclos tão disruptivos é que grandes oportunidades surgem. A História demonstra isso. Vivemos no presente, mas, no futuro, os anos 2020 serão história.

Autor: Francesco H. Martinenghi – Gerente Comercial e Novos Negócios

 

 

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