Renovar ou mudar de ponto comercial: como decidir

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Categorias: DCL

Renovar o contrato ou buscar outro endereço é uma decisão que afeta vendas, custos e a capacidade de atender o cliente. Para o lojista, deixar essa escolha para depois pode significar negociar com menos tempo, encontrar menos opções e começar o próximo ano sem a estrutura planejada.

Por isso, o último trimestre é o ideal para avaliar o ponto atual e comparar alternativas. A decisão não deve partir apenas do valor do aluguel: localização, fluxo de clientes, custo de ocupação e adequação do imóvel à operação também entram na conta. Quando o lojista começa essa análise com antecedência, consegue negociar a renovação com dados ou procurar um novo espaço com critérios claros.

O mercado de aluguel comercial exige uma análise completa

O mercado está mais competitivo para proprietários e lojistas. Segundo o portal Portas, a rentabilidade média do aluguel comercial chegou a 7,35% ao ano no primeiro trimestre de 2026, acima dos 6,05% projetados para imóveis residenciais. O mesmo levantamento, com base no Índice FipeZap, registrou alta acumulada de 3,26% nos preços de locação comercial no período.

Esses indicadores descrevem tendências nacionais, mas não substituem a avaliação de cada imóvel ou região. Em Curitiba, por exemplo, o preço anunciado de locação comercial subiu 4,57% no primeiro trimestre, de acordo com os dados apresentados na reportagem. O desempenho varia entre cidades e imóveis; por isso, o lojista precisa comparar as condições concretas do endereço que ocupa com as opções disponíveis para sua operação. 

Também é importante separar valorização do aluguel de rentabilidade do imóvel, pois  são indicadores diferentes. Para decidir entre renovar ou mudar de ponto comercial, o lojista deve olhar para o impacto do contrato no resultado da empresa e não interpretar os números do mercado como uma resposta automática.

Por que o último trimestre é o prazo ideal para abrir duas frentes de análise?

A primeira frente é o ponto atual 

O endereço continua atendendo ao perfil de cliente e a área de influência da loja? O fluxo de pessoas se converte em vendas? A configuração do imóvel comporta estoque, atendimento e circulação? E o custo total de ocupação permanece compatível com o desempenho da unidade?

A segunda frente é o mercado 

Há outros imóveis na região ou em bairros próximos que atendem aos mesmos critérios? Qual seria o custo de adaptação e mudança? O novo endereço preservaria a visibilidade e o acesso que os clientes já conhecem?

Fazer essas perguntas nesse período permite levantar informações, conversar com o proprietário, conferir as condições e os prazos do contrato e visitar alternativas. 

No início do ano, a negociação e a busca por imóveis podem se sobrepor ao planejamento da operação. A janela de decisão não reabre sem custo: o lojista pode acabar aceitando condições pouco favoráveis ou escolhendo um imóvel sem avaliar todas as consequências.

Quando faz sentido renovar o contrato comercial?

A renovação tende a ser coerente quando o endereço contribui para os resultados da loja e o imóvel acompanha as necessidades da operação. Se a unidade tem clientela consolidada, boa acessibilidade e localização compatível com o público, mudar pode colocar em risco um valor construído ao longo do tempo.

Mas permanecer exige uma negociação baseada em números. Compare o valor proposto com o custo total de ocupação, incluindo encargos previstos no contrato e despesas necessárias para manter a unidade em funcionamento. Avalie também se há ajustes no imóvel que precisam ser discutidos e se as condições oferecidas dão previsibilidade para o próximo ciclo.

Antes de aceitar a renovação, projete o efeito do contrato sobre o orçamento da loja. Um ponto conhecido pode continuar sendo a melhor escolha, desde que o custo e a estrutura façam sentido para o desempenho esperado.

Quando buscar outro ponto comercial é a decisão mais estratégica?

A mudança merece consideração quando o endereço deixou de atender às necessidades da operação, o imóvel limita a experiência do cliente ou o custo de ocupação consome recursos que poderiam sustentar outras frentes do negócio. Também pode fazer sentido quando a loja precisa de uma configuração diferente ou quando uma nova região se aproxima melhor do perfil do público.

Nesse caso, a comparação deve considerar o custo completo da transição: aluguel e encargos, adaptações, instalações, mudança de estoque, comunicação com os clientes e possível interrupção das atividades. O novo imóvel também precisa ser avaliado pelo que oferece à operação, como área, acesso, visibilidade e compatibilidade com o negócio, e não apenas por uma condição inicial mais atraente.

Assim, mudar de ponto comercial não é simplesmente trocar um aluguel por outro. É avaliar se o novo endereço melhora as condições de funcionamento e se o investimento necessário cabe no planejamento financeiro da empresa.

Decida com dados antes de negociar para renovar ou mudar de ponto comercial

Para escolher entre renovação e mudança, coloque as duas opções lado a lado. Use indicadores da própria loja, vendas, fluxo, custo de ocupação e despesas de manutenção, e compare-os com as condições do novo imóvel. Depois, defina o prazo para negociar, visitar espaços e concluir a decisão, considerando as datas e obrigações previstas no contrato vigente.

Esse processo transforma uma escolha de última hora em uma decisão de negócio. O lojista entende o que está pagando, o que o endereço entrega e quanto custaria mudar. Com essa visão, pode negociar com mais clareza e proteger o planejamento do próximo ano.

A DCL Real Estate atua no mercado imobiliário comercial em Curitiba, com imóveis para varejo como as galerias DCL Malls e o Open Mall Xaxim, que está em fase de expansão. Além disso, possui soluções nos segmentos logístico, corporativo e de shopping centers. 

Renovar ou mudar de ponto comercial não deve ser uma decisão tomada quando o prazo já está no limite. Quer expandir sua empresa no próximo ano? Fale conosco.

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Retrofit no Centro de Curitiba: novo ciclo comercial

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Categorias: DCL

O retrofit no Centro de Curitiba entrou em uma nova etapa. Com a regulamentação do programa Curitiba de Volta ao Centro, a região passou a contar com um pacote de até R$ 163 milhões para estimular a recuperação de edifícios, a reocupação de imóveis e a abertura de atividades econômicas. 

Para o mercado imobiliário comercial, o efeito pode ir além da renovação da paisagem urbana: trata-se de criar uma nova oferta de espaços em um polo que já concentra circulação, infraestrutura e demanda.

A iniciativa foi instituída pela Lei Complementar n.º 150, de 18 de dezembro de 2025, após a aprovação do projeto pela Câmara Municipal. Em 31 de março de 2026, cinco decretos regulamentaram os incentivos construtivos, fiscais e econômicos. Mais tarde, o Decreto nº 1.109/2026 definiu os critérios para enquadrar uma intervenção como retrofit.

O que prevê o programa Curitiba de Volta ao Centro?

O pacote prevê até R$ 163 milhões em incentivos até 2032. Desse total, R$ 133 milhões correspondem a benefícios fiscais, enquanto R$ 30 milhões são destinados a subvenções econômicas.

Além disso, de acordo com a Prefeitura, projetos aprovados podem receber reembolso de até 25% dos gastos com intervenções em edifícios. No caso de atividades comerciais localizadas no térreo, o percentual pode chegar a 50%. Entre os públicos aptos a participar dos editais estão proprietários, condomínios e locatários com autorização expressa do proprietário.

Como funciona o apoio ao retrofit no Centro de Curitiba?

Na prática, a subvenção reduz o volume de capital privado necessário para executar a obra. Em uma área comercial térrea contemplada, por exemplo, cada R$ 1 investido pelo setor privado pode ser acompanhado por R$ 1 do município, respeitados os critérios, limites, despesas elegíveis e procedimentos do edital.

As regras incluem, por exemplo:

  • Isenção de IPTU durante obras de retrofit e restauro até 2028;
  • Redução de 50% da base de cálculo do imposto para imóveis não residenciais até 2028;
  • Desconto de 60% no ISS incidente sobre serviços de construção civil em projetos licenciados, entre outras condições. 

No Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), as reduções e isenções estão vinculadas a situações específicas, especialmente faixas de renda e inscritos na Companhia de Habitação Popular (Cohab).

Por que o retrofit amplia o estoque comercial?

Quando um edifício subutilizado recebe atualização estrutural, adequação às normas de segurança, modernização das instalações e, se permitido, mudança de uso, ele volta a competir no mercado. Portanto, o retrofit no Centro de Curitiba não recupera somente um ativo antigo, ele devolve ao mercado uma área que já está conectada à malha de transporte, aos serviços e ao fluxo de consumidores.

No Centro, grande parte dessa base já existe. O programa reduz uma parcela do custo de requalificação justamente onde o mercado já oferece sinais concretos de procura.

Segundo levantamento do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar) divulgado em julho de 2026, o Centro concentrou 26,8% dos contratos de locação comercial firmados em Curitiba no período analisado. Em janeiro, a participação havia chegado a 30,9%. Os números confirmam a posição da região entre os principais destinos para empresas que buscam imóveis comerciais na cidade.

O retrofit no Centro de Curitiba reduz riscos?

A decisão ainda depende, por exemplo, de preço de aquisição, orçamento da obra, vocação do endereço, perfil de público, demanda para o uso pretendido, prazo de execução e capacidade de gestão do ativo.

Por outro lado, o retrofit no Centro de Curitiba altera duas variáveis relevantes. Primeiro, reduz o custo efetivo de determinadas intervenções e tributos, quando o projeto atende às regras. Segundo, favorece a ativação de fachadas e lojas térreas, o que pode elevar a circulação e fortalecer a dinâmica comercial do entorno.

O retrofit no Centro de Curitiba exige leitura de ativo

Um prédio elegível, porém mal posicionado para o uso proposto, pode continuar enfrentando vacância. Da mesma forma, uma reforma sem análise de demanda corre o risco de entregar um produto tecnicamente atualizado, mas comercialmente inadequado.

Por isso, para o investidor, a análise precisa começar pela capacidade futura de geração de renda. Nesse sentido, é necessário comparar o custo total de aquisição e obra com o aluguel possível, o tempo de estabilização, a vacância projetada e as despesas de operação.

Na visão da DCL Real Estate, o valor do retrofit no Centro de Curitiba está na combinação entre requalificação física e estratégia comercial. Além disso, é preciso definir um produto compatível com o endereço, com uma área adequada ao operador e uma configuração capaz de sustentar a ocupação no longo prazo.

Um novo ciclo para o imóvel comercial no Centro

Sem dúvida, o Curitiba de Volta ao Centro aproxima capital público e investimento privado em uma área consolidada da cidade. Portanto, ao subsidiar parte das intervenções e reduzir custos tributários em situações previstas pela legislação, o município cria condições para que imóveis ociosos retornem ao mercado com novos usos e maior competitividade.

A DCL Real Estate reúne experiência em varejo, imóveis corporativos e operações comerciais para apoiar decisões que conectem o potencial de cada imóvel às necessidades reais do mercado.

Converse com nossos especialistas e conheça oportunidades para o mercado imobiliário comercial de Curitiba com uma visão orientada a resultados.

Fontes

Taxa de vacância

O que a taxa de vacância revela sobre um ativo comercial?

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Categorias: DCL, Varejo

A taxa de vacância costuma aparecer em relatórios do mercado imobiliário como um percentual entre vários outros. Para o investidor, porém, ela deveria ocupar uma posição muito mais estratégica. Afinal, um imóvel comercial pode ter boa localização, valor competitivo e potencial de valorização, mas, se não consegue manter a ocupação, sua capacidade de gerar renda fica comprometida.

Por isso, acompanhar a vacância ajuda a entender algo que o preço do metro quadrado, sozinho, não mostra: a capacidade daquele ativo ou mercado de transformar espaço disponível em receita.

O que a taxa de vacância realmente mede?

A taxa de vacância indica quanto de um imóvel ou empreendimento  permanece desocupado em determinado período. Na forma mais direta, a vacância física relaciona a área disponível à área total que poderia estar ocupada.

Por exemplo, se um empreendimento possui 10 mil m² de área locável e mil m² estão vazios, sua vacância física é de 10%.

Para quem investe em imóveis de renda, o indicador tem relação direta com a geração de caixa. Quanto maior e mais persistente a desocupação, maior tende a ser a parcela do patrimônio que continua gerando despesas sem produzir receita de aluguel.

Taxa de vacância física e financeira contam histórias diferentes

Existe ainda uma segunda leitura importante: a vacância física mostra o espaço desocupado. Já a vacância financeira, ou econômica, procura medir a receita potencial que deixa de entrar.

Essa diferença é relevante porque dois empreendimentos com a mesma ocupação podem produzir resultados financeiros distintos. Valores de locação, descontos, inadimplência e condições contratuais interferem na receita efetiva do ativo. 

Por que a taxa de vacância baixa merece atenção do investidor?

Uma taxa de vacância controlada pode indicar que existe demanda consistente pelo ativo. Entretanto, o número precisa ser interpretado dentro do mercado em que o imóvel está inserido.

É exatamente nesse ponto que os dados recentes de Curitiba oferecem informações relevantes. A Locação Sobre a Oferta (LSO), que mede a relação entre imóveis locados no mês e unidades ofertadas, chegou a 9,3% em maio, maior nível desde junho de 2024. Ao mesmo tempo, o ticket médio avançou 1,8% em relação a abril, chegando a R$ 2.525,00.

Esse índice não representa a vacância, mas ajuda a medir a velocidade de absorção dos imóveis disponíveis.

Além disso, o movimento não ocorreu apenas em uma categoria. Entre abril e maio, a LSO dos barracões passou de 7,3% para 15,2%. Nas lojas, chegou a 12%; nas casas comerciais, a 13%; e, nos conjuntos comerciais, a 6,1%.

Localização ainda explica parte relevante da equação

O Centro concentrou 26,8% de todos os contratos comerciais fechados em Curitiba no período.O bairro Mercês apareceu com 6,3%, enquanto o Água Verde respondeu por 5,5%.

A distância entre o primeiro colocado e os demais ajuda a mostrar por que analisar apenas a média da cidade pode distorcer uma decisão de investimento.

O desempenho de um imóvel depende do seu micromercado. Fluxo de pessoas, acessibilidade, infraestrutura, atividade econômica ao redor, perfil das empresas instaladas e aderência do imóvel às necessidades dos ocupantes interferem diretamente na capacidade de atração e retenção de locatários.

Taxa de vacância isolada pode levar a uma leitura errada

Uma taxa de vacância baixa é positiva, mas não significa automaticamente que qualquer imóvel naquela região seja um bom investimento. Por isso, o investidor precisa entender por que aquele ativo permanece ocupado.

Se a demanda resulta de localização consolidada, infraestrutura compatível, condições comerciais adequadas e gestão ativa do empreendimento, existe uma base mais consistente para a ocupação. Por outro lado, números de curto prazo podem esconder contratos próximos do vencimento, concentração excessiva de receita em poucos locatários ou imóveis que exigirão novos investimentos para permanecer competitivos.

Mix e gestão também protegem a geração de renda

Essa análise ganha ainda mais importância em galerias, centros comerciais e ativos com múltiplos ocupantes.

Nesses empreendimentos, o mix não deve ser tratado apenas como uma relação de empresas instaladas. A combinação entre operações complementares pode contribuir para fluxo, recorrência de público e atratividade comercial do endereço. 

Na prática, é a combinação entre localização, produto imobiliário, mix e gestão que ajuda a explicar por que alguns ativos apresentam ocupação mais resiliente do que outros.

Para nós, da DCL Real Estate, esse é um ponto central. Um imóvel comercial precisa ser analisado como ativo de renda e, portanto, sua capacidade de permanecer relevante para o ocupante faz parte da própria estratégia de preservação de valor.

O que o investidor deve enxergar além do imóvel vazio?

A taxa de vacância funciona melhor como ponto de partida do que como resposta final.

O investidor que pretende avaliar um imóvel comercial precisa confrontá-la, por exemplo, com histórico de ocupação, velocidade de absorção da oferta, perfil dos locatários, valores praticados, localização e características do próprio empreendimento.

Os números de Curitiba mostram por que essa leitura faz diferença. Ao mesmo tempo em que a LSO comercial atingiu seu maior patamar desde junho de 2024, o ticket médio avançou e algumas tipologias apresentaram aceleração relevante na contratação.

Conclusão

Para investidores, a taxa de vacância baixa não deve ser vista como coincidência. Quando ela se mantém associada a um polo consolidado, boa capacidade de absorção, imóvel adequado à demanda e gestão consistente, passa a revelar a qualidade do ativo por trás do percentual.

A DCL Real Estate atua com imóveis comerciais e acompanha essas variáveis na gestão e no desenvolvimento de seu portfólio, como o recente Open Mall Xaxim entregue, que possui sua última loja âncora disponível para locação e iniciou sua fase de expansão. Além disso, as galerias DCL Malls estão sempre bem localizadas, como a Galeria Xaxim, anexa ao Atacadão. Para avaliar oportunidades de locação e ativos imobiliários com uma visão orientada ao mercado, fale conosco.

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