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Retrofit no Centro de Curitiba: novo ciclo comercial

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Categorias: DCL

O retrofit no Centro de Curitiba entrou em uma nova etapa. Com a regulamentação do programa Curitiba de Volta ao Centro, a região passou a contar com um pacote de até R$ 163 milhões para estimular a recuperação de edifícios, a reocupação de imóveis e a abertura de atividades econômicas. 

Para o mercado imobiliário comercial, o efeito pode ir além da renovação da paisagem urbana: trata-se de criar uma nova oferta de espaços em um polo que já concentra circulação, infraestrutura e demanda.

A iniciativa foi instituída pela Lei Complementar n.º 150, de 18 de dezembro de 2025, após a aprovação do projeto pela Câmara Municipal. Em 31 de março de 2026, cinco decretos regulamentaram os incentivos construtivos, fiscais e econômicos. Mais tarde, o Decreto nº 1.109/2026 definiu os critérios para enquadrar uma intervenção como retrofit.

O que prevê o programa Curitiba de Volta ao Centro?

O pacote prevê até R$ 163 milhões em incentivos até 2032. Desse total, R$ 133 milhões correspondem a benefícios fiscais, enquanto R$ 30 milhões são destinados a subvenções econômicas.

Além disso, de acordo com a Prefeitura, projetos aprovados podem receber reembolso de até 25% dos gastos com intervenções em edifícios. No caso de atividades comerciais localizadas no térreo, o percentual pode chegar a 50%. Entre os públicos aptos a participar dos editais estão proprietários, condomínios e locatários com autorização expressa do proprietário.

Como funciona o apoio ao retrofit no Centro de Curitiba?

Na prática, a subvenção reduz o volume de capital privado necessário para executar a obra. Em uma área comercial térrea contemplada, por exemplo, cada R$ 1 investido pelo setor privado pode ser acompanhado por R$ 1 do município, respeitados os critérios, limites, despesas elegíveis e procedimentos do edital.

As regras incluem, por exemplo:

  • Isenção de IPTU durante obras de retrofit e restauro até 2028;
  • Redução de 50% da base de cálculo do imposto para imóveis não residenciais até 2028;
  • Desconto de 60% no ISS incidente sobre serviços de construção civil em projetos licenciados, entre outras condições. 

No Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), as reduções e isenções estão vinculadas a situações específicas, especialmente faixas de renda e inscritos na Companhia de Habitação Popular (Cohab).

Por que o retrofit amplia o estoque comercial?

Quando um edifício subutilizado recebe atualização estrutural, adequação às normas de segurança, modernização das instalações e, se permitido, mudança de uso, ele volta a competir no mercado. Portanto, o retrofit no Centro de Curitiba não recupera somente um ativo antigo, ele devolve ao mercado uma área que já está conectada à malha de transporte, aos serviços e ao fluxo de consumidores.

No Centro, grande parte dessa base já existe. O programa reduz uma parcela do custo de requalificação justamente onde o mercado já oferece sinais concretos de procura.

Segundo levantamento do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar) divulgado em julho de 2026, o Centro concentrou 26,8% dos contratos de locação comercial firmados em Curitiba no período analisado. Em janeiro, a participação havia chegado a 30,9%. Os números confirmam a posição da região entre os principais destinos para empresas que buscam imóveis comerciais na cidade.

O retrofit no Centro de Curitiba reduz riscos?

A decisão ainda depende, por exemplo, de preço de aquisição, orçamento da obra, vocação do endereço, perfil de público, demanda para o uso pretendido, prazo de execução e capacidade de gestão do ativo.

Por outro lado, o retrofit no Centro de Curitiba altera duas variáveis relevantes. Primeiro, reduz o custo efetivo de determinadas intervenções e tributos, quando o projeto atende às regras. Segundo, favorece a ativação de fachadas e lojas térreas, o que pode elevar a circulação e fortalecer a dinâmica comercial do entorno.

O retrofit no Centro de Curitiba exige leitura de ativo

Um prédio elegível, porém mal posicionado para o uso proposto, pode continuar enfrentando vacância. Da mesma forma, uma reforma sem análise de demanda corre o risco de entregar um produto tecnicamente atualizado, mas comercialmente inadequado.

Por isso, para o investidor, a análise precisa começar pela capacidade futura de geração de renda. Nesse sentido, é necessário comparar o custo total de aquisição e obra com o aluguel possível, o tempo de estabilização, a vacância projetada e as despesas de operação.

Na visão da DCL Real Estate, o valor do retrofit no Centro de Curitiba está na combinação entre requalificação física e estratégia comercial. Além disso, é preciso definir um produto compatível com o endereço, com uma área adequada ao operador e uma configuração capaz de sustentar a ocupação no longo prazo.

Um novo ciclo para o imóvel comercial no Centro

Sem dúvida, o Curitiba de Volta ao Centro aproxima capital público e investimento privado em uma área consolidada da cidade. Portanto, ao subsidiar parte das intervenções e reduzir custos tributários em situações previstas pela legislação, o município cria condições para que imóveis ociosos retornem ao mercado com novos usos e maior competitividade.

A DCL Real Estate reúne experiência em varejo, imóveis corporativos e operações comerciais para apoiar decisões que conectem o potencial de cada imóvel às necessidades reais do mercado.

Converse com nossos especialistas e conheça oportunidades para o mercado imobiliário comercial de Curitiba com uma visão orientada a resultados.

Fontes

Taxa de vacância

O que a taxa de vacância revela sobre um ativo comercial?

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Categorias: DCL, Varejo

A taxa de vacância costuma aparecer em relatórios do mercado imobiliário como um percentual entre vários outros. Para o investidor, porém, ela deveria ocupar uma posição muito mais estratégica. Afinal, um imóvel comercial pode ter boa localização, valor competitivo e potencial de valorização, mas, se não consegue manter a ocupação, sua capacidade de gerar renda fica comprometida.

Por isso, acompanhar a vacância ajuda a entender algo que o preço do metro quadrado, sozinho, não mostra: a capacidade daquele ativo ou mercado de transformar espaço disponível em receita.

O que a taxa de vacância realmente mede?

A taxa de vacância indica quanto de um imóvel ou empreendimento  permanece desocupado em determinado período. Na forma mais direta, a vacância física relaciona a área disponível à área total que poderia estar ocupada.

Por exemplo, se um empreendimento possui 10 mil m² de área locável e mil m² estão vazios, sua vacância física é de 10%.

Para quem investe em imóveis de renda, o indicador tem relação direta com a geração de caixa. Quanto maior e mais persistente a desocupação, maior tende a ser a parcela do patrimônio que continua gerando despesas sem produzir receita de aluguel.

Taxa de vacância física e financeira contam histórias diferentes

Existe ainda uma segunda leitura importante: a vacância física mostra o espaço desocupado. Já a vacância financeira, ou econômica, procura medir a receita potencial que deixa de entrar.

Essa diferença é relevante porque dois empreendimentos com a mesma ocupação podem produzir resultados financeiros distintos. Valores de locação, descontos, inadimplência e condições contratuais interferem na receita efetiva do ativo. 

Por que a taxa de vacância baixa merece atenção do investidor?

Uma taxa de vacância controlada pode indicar que existe demanda consistente pelo ativo. Entretanto, o número precisa ser interpretado dentro do mercado em que o imóvel está inserido.

É exatamente nesse ponto que os dados recentes de Curitiba oferecem informações relevantes. A Locação Sobre a Oferta (LSO), que mede a relação entre imóveis locados no mês e unidades ofertadas, chegou a 9,3% em maio, maior nível desde junho de 2024. Ao mesmo tempo, o ticket médio avançou 1,8% em relação a abril, chegando a R$ 2.525,00.

Esse índice não representa a vacância, mas ajuda a medir a velocidade de absorção dos imóveis disponíveis.

Além disso, o movimento não ocorreu apenas em uma categoria. Entre abril e maio, a LSO dos barracões passou de 7,3% para 15,2%. Nas lojas, chegou a 12%; nas casas comerciais, a 13%; e, nos conjuntos comerciais, a 6,1%.

Localização ainda explica parte relevante da equação

O Centro concentrou 26,8% de todos os contratos comerciais fechados em Curitiba no período.O bairro Mercês apareceu com 6,3%, enquanto o Água Verde respondeu por 5,5%.

A distância entre o primeiro colocado e os demais ajuda a mostrar por que analisar apenas a média da cidade pode distorcer uma decisão de investimento.

O desempenho de um imóvel depende do seu micromercado. Fluxo de pessoas, acessibilidade, infraestrutura, atividade econômica ao redor, perfil das empresas instaladas e aderência do imóvel às necessidades dos ocupantes interferem diretamente na capacidade de atração e retenção de locatários.

Taxa de vacância isolada pode levar a uma leitura errada

Uma taxa de vacância baixa é positiva, mas não significa automaticamente que qualquer imóvel naquela região seja um bom investimento. Por isso, o investidor precisa entender por que aquele ativo permanece ocupado.

Se a demanda resulta de localização consolidada, infraestrutura compatível, condições comerciais adequadas e gestão ativa do empreendimento, existe uma base mais consistente para a ocupação. Por outro lado, números de curto prazo podem esconder contratos próximos do vencimento, concentração excessiva de receita em poucos locatários ou imóveis que exigirão novos investimentos para permanecer competitivos.

Mix e gestão também protegem a geração de renda

Essa análise ganha ainda mais importância em galerias, centros comerciais e ativos com múltiplos ocupantes.

Nesses empreendimentos, o mix não deve ser tratado apenas como uma relação de empresas instaladas. A combinação entre operações complementares pode contribuir para fluxo, recorrência de público e atratividade comercial do endereço. 

Na prática, é a combinação entre localização, produto imobiliário, mix e gestão que ajuda a explicar por que alguns ativos apresentam ocupação mais resiliente do que outros.

Para nós, da DCL Real Estate, esse é um ponto central. Um imóvel comercial precisa ser analisado como ativo de renda e, portanto, sua capacidade de permanecer relevante para o ocupante faz parte da própria estratégia de preservação de valor.

O que o investidor deve enxergar além do imóvel vazio?

A taxa de vacância funciona melhor como ponto de partida do que como resposta final.

O investidor que pretende avaliar um imóvel comercial precisa confrontá-la, por exemplo, com histórico de ocupação, velocidade de absorção da oferta, perfil dos locatários, valores praticados, localização e características do próprio empreendimento.

Os números de Curitiba mostram por que essa leitura faz diferença. Ao mesmo tempo em que a LSO comercial atingiu seu maior patamar desde junho de 2024, o ticket médio avançou e algumas tipologias apresentaram aceleração relevante na contratação.

Conclusão

Para investidores, a taxa de vacância baixa não deve ser vista como coincidência. Quando ela se mantém associada a um polo consolidado, boa capacidade de absorção, imóvel adequado à demanda e gestão consistente, passa a revelar a qualidade do ativo por trás do percentual.

A DCL Real Estate atua com imóveis comerciais e acompanha essas variáveis na gestão e no desenvolvimento de seu portfólio, como o recente Open Mall Xaxim entregue, que possui sua última loja âncora disponível para locação e iniciou sua fase de expansão. Além disso, as galerias DCL Malls estão sempre bem localizadas, como a Galeria Xaxim, anexa ao Atacadão. Para avaliar oportunidades de locação e ativos imobiliários com uma visão orientada ao mercado, fale conosco.

ponto comercial

Ponto comercial: o que os números do varejo paranaense revelam sobre as escolhas feitas no primeiro semestre

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Categorias: Centros comerciais

O segundo semestre, para muitas empresas, também é o momento de confrontar planejamento e realidade. Por isso, metas são revisadas e indicadores ganham protagonismo. Além disso, decisões tomadas meses atrás começam a mostrar seus efeitos. Entre elas, uma merece atenção especial: a escolha do ponto comercial.

Os dados recentes do mercado paranaense ajudam a explicar por quê. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o Paraná registrou a abertura de 53,4 mil novas empresas, segundo a Junta Comercial do Paraná (Jucepar). Ao mesmo tempo, Curitiba manteve o mercado de locações comerciais em ritmo acelerado. 

De acordo com o mais recente levantamento do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), a Locação Sobre a Oferta (LSO) dos imóveis comerciais atingiu 7,9% em fevereiro, crescimento de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2025.

Quando analisados em conjunto, esses números revelam um cenário bastante claro: há mais empresas entrando no mercado, mais imóveis sendo ocupados e uma disputa cada vez maior pelos melhores endereços comerciais.

Mais empresas abertas significam mais concorrência pelo mesmo consumidor

O crescimento do empreendedorismo é um excelente indicador para a economia. No entanto, ele também produz um efeito inevitável: aumenta a concorrência.

As 53,4 mil novas empresas abertas no Paraná representam milhares de operações  disputando praticamente os mesmos consumidores, corredores comerciais, estacionamentos, acessos e horários de maior fluxo. Além disso, ao mesmo tempo, o mercado imobiliário demonstra que existe demanda consistente pelos ativos mais bem posicionados.

A expansão das locações comerciais em Curitiba

O levantamento do Inpespar mostra que a locação comercial em Curitiba continua em expansão. Além do avanço da LSO para 7,9%, as casas comerciais registraram crescimento de 6,7% para 7,5% entre janeiro e fevereiro, reforçando que diferentes perfis de imóveis vêm sendo rapidamente absorvidos pelo mercado.

Esse comportamento confirma que a demanda permanece aquecida, mas também evidencia um cenário mais seletivo. Por isso, à medida que aumenta o número de empresas buscando espaço, cresce a importância de identificar ativos capazes de oferecer diferenciais competitivos.

Os números mostram onde o mercado está concentrando oportunidades

Outro dado relevante do estudo do Inpespar é a concentração das locações em regiões específicas da cidade.

O Centro de Curitiba respondeu por 27,5% dos contratos de locação comercial firmados em fevereiro, impulsionado pelo processo de revitalização urbana e pela reocupação de áreas tradicionais da capital.

Na sequência aparecem bairros como Batel (6,9%), Bacacheri (4,9%) e Água Verde, Bigorrilho, Centro Cívico, Novo Mundo e São Braz, todos com participação de 3,9%.

Mais do que um ranking de bairros, esses números revelam uma característica importante do comportamento empresarial: empresas continuam priorizando regiões que concentram infraestrutura, mobilidade, serviços e geração consistente de fluxo.

A escolha do ponto comercial exige uma leitura completa do mercado

Durante muitos anos, dizia-se que localização era o principal fator para o sucesso de um negócio. A afirmação continua válida, mas já é insuficiente.

O consumidor mudou e a forma de consumir também. Além disso, o próprio varejo paranaense se tornou mais competitivo.

Hoje, escolher um imóvel comercial exige analisar um conjunto muito maior de informações:

  • perfil demográfico da região;
  • intensidade do fluxo diário;
  • facilidade de acesso;
  • oferta de estacionamento;
  • presença de operações complementares;
  • perspectivas de desenvolvimento urbano;
  • comportamento do mercado imobiliário local.

O mercado imobiliário comercial deixou de ser apenas suporte para a operação

Outra mudança importante é a forma como as empresas enxergam seus imóveis. Cada vez mais, o mercado imobiliário comercial passa a integrar o planejamento estratégico das organizações.

O imóvel influencia logística, produtividade, experiência do cliente, posicionamento da marca e capacidade de expansão.

Não por acaso, a locação comercial em Curitiba continua ganhando espaço entre empresas que preferem preservar capital para investimentos em inovação, tecnologia, equipes e crescimento do negócio, mantendo flexibilidade para acompanhar as mudanças do mercado.

O segundo semestre não cria problemas, ele evidencia decisões

Os números do mercado imobiliário e do varejo paranaense mostram que a economia segue dinâmica, com novos negócios surgindo e imóveis comerciais mantendo bons níveis de absorção. Ao mesmo tempo, mais empresas disputam os mesmos consumidores, enquanto os ativos mais estratégicos continuam sendo rapidamente ocupados.

Quem escolheu um ponto comercial alinhado à estratégia do negócio tende a encontrar melhores condições para crescer, consolidar sua operação e aproveitar o aquecimento do mercado. Consequentemente, quem tratou essa decisão apenas como uma negociação imobiliária pode enfrentar limitações justamente quando a concorrência se intensifica.

Na DCL Real Estate, essa visão orienta o desenvolvimento e a gestão de empreendimentos como o Open Mall Xaxim, a Galeria Xaxim e as demais galerias da DCL Malls. Cada imóvel é pensado para atender às necessidades do mercado e acompanhar a evolução das regiões onde está inserido.

Se você está planejando expandir sua operação ou busca o ponto comercial ideal para o seu negócio, conheça as oportunidades de locação comercial da DCL. Fale conosco.

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